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Segurança digital, telas e tecnologia22 de maio de 2026· 2 min de leitura

Big techs precisam assumir sua responsabilidade

Os novos decretos publicados pelo governo Lula para regulamentar a atuação das big techs no Brasil representam um passo importante para fortalecer a democracia, ampliar a segurança digital e proteger nossas crianças e adolescentes dentro do ambiente online.O debate sobre responsabilização das plataformas digitais deixou de ser um tema restrito ao universo da tecnologia. Hoje, ele atravessa diretam

por Marina Helou

Big techs precisam assumir sua responsabilidade

Os novos decretos publicados pelo governo Lula para regulamentar a atuação das big techs no Brasil representam um passo importante para fortalecer a democracia, ampliar a segurança digital e proteger nossas crianças e adolescentes dentro do ambiente online.

O debate sobre responsabilização das plataformas digitais deixou de ser um tema restrito ao universo da tecnologia. Hoje, ele atravessa diretamente questões centrais da vida pública: proteção de direitos, circulação de informação, segurança de usuários, combate a crimes digitais e, até mesmo, preservação democrática.

Durante muitos anos, empresas de tecnologia concentraram enorme poder econômico e influência política e social operando com baixa responsabilização proporcional aos impactos que produzem na sociedade. Enquanto isso, o ambiente digital se tornou espaço recorrente para disseminação de golpes, exploração infantil, incentivo à automutilação, tráfico de pessoas, ataques à democracia e outras formas graves de violência.

Os novos decretos avançam justamente no enfrentamento desse cenário, precisamos reconhecer e comemorar essa conquista!

A partir das medidas anunciadas, as plataformas passam a ter obrigações mais claras para agir diante de conteúdos ilícitos graves, criando mecanismos mais efetivos de prevenção e resposta. A lógica é simples: empresas que lucram com o ambiente digital também precisam assumir responsabilidades sobre ele.

Outro ponto importante é o aumento das exigências de transparência sobre anúncios e impulsionamentos pagos. Essa mudança é fundamental porque algoritmos e mecanismos de recomendação não são neutros. Eles influenciam comportamentos, moldam o debate público e afetam especialmente grupos mais vulneráveis, como crianças e adolescentes.

Mas nunca é demais repetirmos com clareza: responsabilizar plataformas digitais não significa censura.

Liberdade de expressão e responsabilização não são conceitos incompatíveis. Pelo contrário: democracias saudáveis dependem da existência de regras transparentes, proteção de direitos fundamentais e compromisso público das empresas que operam em setores estratégicos da sociedade.

O ambiente digital não pode continuar funcionando como uma terra sem lei enquanto milhões de pessoas convivem diariamente com violência, fraude, manipulação e desinformação.

A tecnologia mudou profundamente o mundo em que vivemos. As regras de proteção da sociedade também precisam acompanhar essa transformação.

Publicado originalmente em marinahelou.com.br

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